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Marília Araújo Reul

HomeDe todos os dias
(AUTOPSICOGRAFIA)

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.

Fernando Pessoa

LinkJan 22, '11 12:32 AM
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Link: http://www.souvenirs.blog.com/

Vejo vocês por lá
abraços

Blog EntryDec 23, '10 2:31 PM
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Blog EntryNov 18, '10 6:04 PM
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Ah coração!
Tu que vives a palpitar cantando
Insultando meu bem amado
Serenamente blasfemas calado
Na confusão de meus pensamentos
                                                                                ... E no grito de minhas palavras


Ah coração!
Tu conhecestes ontem o amor
Já queres fazer-me desistir?
Não. Não conseguirás persuadir
Nem destruir este campo de flores
                                                                     ...Que meus olhos veem


Ah coração!
Tu fostes cativado lentamente
 Sempre negastes a verdade
Mostrando-se ser um mero covarde
Correndo de contro ao teu medo
                                                                   ... Do feitiço da ilusão


Ah coração!
Deixa o corpo que vives arriscar
Que seja sorte ou revés
Mas não te arrependas se através
Deste amor entrares em descompasso



Bobo coração!
Que na minha boca de beijos
mudos e suaves e calmos
Que no corpo aveludado
justo e misterioso e seguro

Entrega-te de olhos fechados
Com respiração ofegante
E deslumbres do verdadeiro amor
                                                                 ... De outro corpo 




Marília Araújo Reül

Blog EntryNov 14, '10 3:32 PM
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Meu blog está um pouco sem alma faz alguns meses...
Espero poder doar um pouco de poesia e prosa nesses próximos dias, em que está chegando minhas férias da faculdade...
Para mim, escrever , quer dizer, rabiscar alguns versos,  foi um mau necessário...
E sempre para transformar sentimentos, imagens - principalmente observações cotidianas, em simples palavras...

Prometo que em breve, voltarei!
Obrigada pelas mensagens que me enviaram, dizendo que estavam com 'saudades' de minhas atualizações...Que sempre vinham no meu blog ver se tinha algo novo...
Obrigada pelo carinho imenso!

^^

Beijos
e até breve.

Blog EntrySep 10, '10 3:32 AM
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Concretização de um desejo;

Atração reversa aos sentimentos que ficou.

O que tudo foi planejado, sonhado, com acompanhamento de músicas - desmonorou.

Pensamentos que querem divagar pelos teus, saber o que sentes depois daquela noite de tantas surpresas, mais do que inesperadas. Que queres de mim? Que eu desperte todo aquilo que um dia senti por ti? Que eu ataque fogo em algo que já está em brasa?

Cuidado ao tocar profundamente alguém que tanto já te declarou os mais singelos - eu te amo.

 

- na espera - quem sabe na volta...

De teus passos em meu caminho.

 

 

 

Marília Araújo Reül

 

 

 


Blog EntryJul 24, '10 7:13 PM
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         Pessoas que estão no bloqueio impedindo meu crescimento. Desfaço minha alegria e a guardo novamente naquela caixa preta, cavando o mesmo buraco, abaixo da minha nostalgia - que agora predomina outra vez.

        Lágrimas tornaram-se tão comuns, que elas já não querem mais percorrer os mesmos traços do meu rosto - que aos poucos são modificados pelo tempo - estou ficando velha.

        Solitariamente sigo meus dias rotineiros, sem expectativas, sem surpresas. Hoje, é aquele futuro que planejei há uns 5 anos. Nada do que eu queria teve êxito, a não ser as coisas que os OUTROS queriam que eu fizesse. Será sempre assim?

       Cansaço vai chegando tão lentamente quanto estes dias cinzas, acumulando-se na memória de uma vida tão cheia de palavras [...] vida que me fala em versos, que cantarola na melodia de sempre, no mesmo dó daquele velho piano no quartinho escuro - Vida retórica. Vida sem vida.

       E eu, que tantas vezes já abri minhas asas, mas sempre chega alguém e as segura pelas pontas dos dedos e diz: - Hoje não é seu dia para dar um passeio.  Mas eu quero viver, intensamente, não tenho tempo para passeios, tenho que recuperar o tempo perdido pelo seu egoísmo que não me deixa partir.

       Agora, restam duas saídas – continuar sendo um fantoche em que todos querem escrever meu destino. Ou fugir sem sentir a falta de olhar para trás?

 

 

Eu – planejando fugir

Bloqueio – futuramente riscado de meu dicionário

Meu destino – Ansiosamente pronta para escrever com minha próprias mãos

 

 

 

 

Marília Araújo Reul


Blog EntryJul 23, '10 8:09 PM
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Blog EntryJul 23, '10 7:52 PM
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Blog EntryJul 23, '10 7:12 PM
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    Que inquietude, a minha. A de querer-te.

    Pensamentos que querem invadir os teus e saber se estou lá, em algumas horas do teu dia. Caminhos cruzados três vezes: conhecimento, provatório, atração. Perdidamente, busco-te, encontrando tão somente diante de uma puta tecnologia. Dane-se. Quero estar ao teu lado. Vida pede para ter calma, pede para sumir por uns tempos - Ele vai de contro a ti. Se por acaso, esquecer-te do encontro é porque nunca fostes lembrada. 

Eu, com razão - cai fora dessa.

O amor, me evita - Sério.

Mim mesma que transborda pela última lágrima - Desistir.

 

Mais um ensaio.

 


Blog EntryJul 15, '10 6:18 PM
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Cidade que faz-me velha

Alérgica ao aroma de café passado

esnobar de outros:  pedir um expresso quente    -   deixá-lo esfriar.

ando, cansada dos contra-tempos. que tempos!

ando, procurando flores pelo asfalto.

 

 

Marília Araújo Reül


Blog EntryJan 20, '10 11:30 PM
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Vingança esboçada
cálculos exatos
não saem da cabeça

Decepção plena
mata esta alma
condena

Passos perseguidos
pela madrugada
   mistérios indefinidos

Silêncio atordoa
de repente fez
indagação

O que isto lhe significa?



Blog EntryDec 18, '09 10:11 PM
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Não sei se é possível
recitar-te meus sentimentos
que invadem meu ar
pondo asas aos meus contentamentos

aroma que é imiscível
a qualquer rosa que cerca-me
caloroso desencontro - horas aqui, horas ali
in - possibilidade de ver-te

pensamento que divaga oponível 
- aos teus passos
mas que nos sonhos ou em rostos desconhecidos (de alguma forma estás)
imagino, vejo, tateio - o vento que desenha teu sorriso

não sei
não sei recitar meus sentimentos à ti
algo fica sem nexo
algo fica incompleto

porque amar não há entendimento
e amo-te lentamente, acompanhando o pôr do sol
e se nuvens aparecem no horizonte
fecho meus olhos - e novamente imagino-te acenando a mão dizendo:

em breve sentirás meu amor ao lado teu.


Marília Araújo Reul

Blog EntryDec 15, '09 9:45 PM
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de dia, desapareço - olhos-metade pela janela do quarto

brinco de ser sombra, de noite - do alto te acompanho minuciosa

te persigo, silenciosamente

te miro e mirando aprendo

teus passos vividos

teu sorriso que me arrepia - vencendo prantos meus.

me aproximo de mansinho

e com a quietude e o eco de meu coração te grito:

estou te amando...

 

 

M.A.R.


Blog EntrySep 11, '09 1:08 PM
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Falta o teu cheiro

- Que deu espaço a este asco da solidão

Falta um pedaço do teu abraço

- Que deu espaço ao desespero

Falta um pedaço do teu sorriso

- Que deu espaço à lagrima que ninguém a vê

Falta um pedaço do teu verso

- Que deu espaço à falta de rima na minha vida

Falta o fim do teu cochicho

- Que deu espaço à curiosidade

Falta teu delírio, loucamente apaixonado

Falta um - não sei o que -

Que mesmo explicando, não se entende.

 

 

Marília Araújo Reül


Blog EntrySep 11, '09 12:59 PM
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Abre um vinho tinto para aquele momento

Disfarçando o amargo do primeiro gole

Vou à procura de um cd na estante

Dançamos no vazio da sala

 

Lábios vermelhos :

era do vinho ou puro sangue que fervia?

Gargalhei por um tropeço no ar

caí sobre seu corpo

 

Olhares fixos,plenos, distantes...

 

Que coisa louca.

Beijos, sussurros, arrochos.

Fui pra cama com um (quase) amigo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

-.

 

 

 

Marília Araújo Reül

 

 

 

 

 


Blog EntryJul 29, '09 2:26 PM
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- Amado, queres realmente saber o motivo de não mais querer-te?

Perguntes às horas;
Perguntes àquele pássaro amarelo;
Perguntes à precisão;
Perguntes às noites que chorei;
Perguntes aos dias vagos;
Perguntes às palavras;
Perguntes a tudo que foge, que passa e escapa, à fugacidade.

''tudo que foge''


Perguntes a tu mesmo. Encontrarás o motivo. E além deste, todo o meu sentimento que em ti despejei - empoeirado.

Agora, pergunto-te:
Por que fugistes?

Hoje, ninguém vê as lágrimas que caem por detrás desta mulher que sorri. Soluçando perenemente, querendo decepar-se por completo.
Ninguém vê as lágrimas da coragem, que derramo na esperança de ter de voltar meu rosto-amado.
Ninguém vê as lágrimas, quando procuro pela eterna promessa recebida do amor incondicional.
Ninguém vê as lágrimas, nas horas em que contorno com minhas mãos teu corpo desnudo, suado de ilusões - invisível.

E ainda quando penso nas chances que confiei em dar-te...
Navego na correnteza de minhas lágrimas imperdoáveis. Sem direção, sem destino.




M.A.R.



03/01/2007




Blog EntryJul 29, '09 1:03 AM
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Frutas amargas. Frutas sem sabor
Sujam o chão da sociedade
Inesquecível odor de covardia.
Pessoas apodrecendo.
Recusando companhia
Em cantos escuros
- O que fazendo?
Apodrecendo.
Fugindo da realidade
Medo de ultrapassar limites
Medo de tentar
arriscar-se na vida
Arriscar - foi riscado
do vocabulário
Lentamente,
pessoas apodrecem


Pessoas presentes em corpos
Pessoas mortas de espírito
frutas podres caídas no chão.




Marília Araújo Reül


Blog EntryJul 25, '09 11:12 PM
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Sol que
                             descansa
                                            aos poucos

céu laranja
pássaros que voam para os fios.

 
________ fios _________ fios _________
________ fios _________ fios _________


De
pos
tes

Que ligam-se. clareando ruas sem movimentos
calmas
assobio de homem empaletozado.


Horas preguiçosas.
           tic tac          andam com            tic tac
           tic tac          passos curtos          tic tac
           tic tac          horas sono             tic tac
           tic tac          lentas                    tic tac




 Da pedra mais alta, observo.










Minha pequena cidade do Sertão recebendo a noite.





Marília Araújo Reül


Blog EntryJul 25, '09 10:31 PM
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Não preciso gritar.
Não preciso obstruir a passagem de outros pequenos poetas.
Não preciso cair na tentação de perder-me em caminhos desconhecidos.
Não preciso desesperar-me loucamente ao tropeçar na primeira pedra.

Aparecerei aos poucos.
Miudezas e cacos que se juntarão.
Chegar a formar um só. Um todo.

Não importará o local que aterrizarei.
Não importará se cantarei meus poemas sozinhas - por tempo indeterminado.
Não importará a velocidade de minha propagação.

E quando eu parir meu primeiro filho literário, este sim, será o pioneiro de meu sucesso.
Deste momento em diante:

Crescerei infinitamente.

Terei ao meu lado pessoas que serão encantadas pelas tristezas de meus escritos.
Terei ao meu lado pessoas que chorarão com a alegria de minha conquista.
Terei ao meu lado seguidores. Distraídos e atraídos pela simplicidade, pela magia, pelos mistérios que carregam as palavras.


Marília Araújo Reül

Blog EntryJul 25, '09 8:38 PM
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Caiu a noite.

Transformações.

Compões tua erupção:

És vulcão, larva vermelho-sangue, explodes em ponto estratégico

Cantas, gritas, sussurras, declamas poesia.

Escondes o rosto entre os cabelos.

Ensinas com o corpo o amor, a paciência da conquista, as palavras tornam-se dispensáveis.

Cravas os dentes nos lábios.

Volúpias das madrugadas inquietas.

Descansas em meu peito.

És calmaria, balanço de ondas suaves.

Sorris e adormeces.




Marília Araújo Reül

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